Rui Martins
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Abordagem

Perceber o problema.
Combinar o que é fazer bem.
Aprender com o resultado.

A minha abordagem liga o diagnóstico à realidade da operação. Foi construída também com as decisões que tive de corrigir na SmartLinks.

01 / COMPREENDER

Ouvir quem faz o trabalho.

Perceber o cliente, acompanhar a operação e confrontar os números com aquilo que as pessoas vivem todos os dias.

02 / PRIORIZAR

Definir o que é fazer bem.

Escolher o problema, combinar critérios de qualidade e resultado e dar a cada decisão um responsável.

03 / ACOMPANHAR

Testar, aprender e ajustar.

Começar com um âmbito que conseguimos avaliar. Se a hipótese não se confirmar, revemos a decisão e usamos essa aprendizagem.

O diagnóstico também precisa de ser posto à prova.

Na SmartLinks, investi num projeto para automatizar relatórios com IA. O problema parecia claro: a equipa gastava demasiado tempo a produzi-los. Meses depois, os protótipos ainda não correspondiam ao trabalho de que precisávamos.

Parte do contexto dos clientes e dos critérios de qualidade estava na cabeça da equipa. Eu tinha tratado o problema como se já estivesse suficientemente definido. Esta experiência tornou a conversa com quem faz o trabalho ainda mais importante na minha abordagem.

Partilho essa responsabilidade no webinar da AMD ↗

01. Compreender com quem conhece a operação

Começo por ouvir o decisor e as pessoas envolvidas: o que querem melhorar, como trabalham hoje, o que já tentaram e onde sentem dificuldades. Depois cruzamos essa leitura com processos, dados e exemplos concretos.

Interessa-me perceber a relação inteira: como chegam os clientes, o que lhes é prometido, como compram, como são acompanhados e o que os faz ficar.

02. Combinar o resultado e os critérios

Escolhemos uma prioridade que a empresa consegue trabalhar. Definimos o resultado esperado, a situação de partida, quem decide e quem executa. Um bom plano precisa de caber no tempo, no orçamento e na capacidade da equipa.

Se há IA ou agentes envolvidos, acrescentamos perguntas: que conhecimento podem utilizar, o que estão autorizados a fazer, quando precisam de aprovação e quem avalia a qualidade?

03. Testar com um âmbito que conseguimos avaliar

Prefiro começar com um problema delimitado e exemplos reais. Comparamos o resultado com o trabalho atual, incluindo o tempo de revisão, os erros e os custos. A decisão seguinte pode ser continuar, ajustar ou parar.

As aprendizagens precisam de voltar ao processo e ao conhecimento da empresa. Caso contrário, a experiência fica com a pessoa que a fez e a próxima equipa volta a descobrir o mesmo problema.

Como uso o SmartBOP

O SmartBOP é a metodologia desenvolvida na SmartLinks que dá estrutura ao diagnóstico, à construção e ao acompanhamento. Aqui explico a minha forma de a aplicar: ouvir, tornar o problema explícito, escolher prioridades e aprender com a execução.

O Revenue System Model do RevOpsHubs ajuda a olhar para as dimensões do sistema — estratégia, processos, CRM, dados, automação e IA. O método organiza o trabalho que fazemos a partir dessa leitura.

Quem acompanha e quem entrega

A minha participação centra-se no diagnóstico, nas decisões e no acompanhamento. Podemos trabalhar com a equipa da empresa e, quando fizer sentido, com a SmartLinks. O âmbito, as entregas e as responsabilidades são combinados antes de avançar.

A empresa deve conseguir perceber o que está a mudar, por que razão estamos a fazê-lo e como vamos avaliar se valeu a pena.